Corregedoria Geral do Município inicia a apuração do incidente no PA do Laranjeiras

06/11/2018

A Corregedoria Geral do Município deu início ontem (5) aos trabalhos de apuração do incidente ocorrido no último sábado (3), na unidade de Pronto Atendimento (PA) do bairro Parque das Laranjeiras. O corregedor geral, Carlos Alberto de Lima Rocco Júnior, ouviu duas testemunhas envolvidas no caso, das quais uma delas o guarda civil municipal, autor do disparo da arma de choque, assim como o coordenador daquela unidade de saúde. Hoje, terça-feira (6), outras quatro testemunhas também deverão ser ouvidas pela Corregedoria Geral do Município. Paralelamente, o corregedor já teve acesso às imagens do circuito interno de videomonitoramento do PA, assim como requisitou diversos documentos, entre os quais registros de ponto dos profissionais que atuavam naquela unidade durante o incidente, sobretudo, dos médicos plantonistas, além de prontuários médicos e registro de entrada da cidadã que se envolveu no caso. De acordo com o corregedor, o prazo para conclusão das investigações é de 60 dias.

A Corregedoria da Guarda Civil Municipal (GCM) também instaurou processo investigativo semelhante para apurar a conduta do guarda pelo uso de arma de choque para conter a cidadã, enquanto que a Secretaria de Assuntos Jurídicos e Patrimoniais (SAJ) também deverá apurar o fato, com a abertura de uma sindicância.

No final da tarde, o corregedor concedeu entrevista coletiva à imprensa para falar sobre início das investigações e os próximos passos. Segundo ele, tão logo tomou conhecimento do fato, o prefeito José Crespo determinou a abertura das investigações, presando pela apuração detalhada dos fatos, com a transparência e imparcialidade. “A Corregedoria instaurou dois procedimentos, sendo um para apurar a conduta do guarda municipal e outro para apurar a conduta dos demais profissionais envolvidos no fato, no caso os médicos que estavam de plantão”, disse o corregedor, que completou: “Nós estamos solicitamos a imagem oficial dessa unidade e já identificamos uma divergência entre a imagem veiculada pela munícipe com a fornecida pelo PA. Ou seja, há um intervalo de tempo na imagem da unidade que não se vê na feita pela cidadã”. Segundo ele, ela demonstra um contato físico entre a mulher e o guarda e, na sequência, o acionamento da arma de choque. “Tudo isso é uma apuração superficial. Não podemos antecipar ou fazer juízo de valor, pois estaríamos pré-julgando. Iniciamos as coletas de oitivas e documentos e, a partir de então, é que poderemos ter uma ideia mais abrangente sobre os fatos”, disse.

Outro fato destacado é o tempo entre a entrada da cidadã na unidade de Pronto Atendimento até o desfecho do fato. “Nós  verificamos que a cidadã entrou na unidade, conforme aponta a primeira câmera, às 12h39, depois verificamos que a ficha para atendimento dela foi registrada às 12h44. E, depois, verificamos que o encerramento do atendimento, ou melhor, a desistência do atendimento, foi às 13h15. Em princípio, não há uma demora excessiva do atendimento médico, a justificar o comportamento da cidadã. Porém, tudo será analisado de forma isenta e imparcial, no sentido de nós identificarmos se houve falha no atendimento médico ou se houve excesso na conduta do guarda municipal”, finalizou.

Também ontem de manhã, a secretária-adjunta da Saúde, Kely Schettini, esteve na unidade de saúde para acompanhar o trabalho e verificar o número de atendimentos, tempo médio de espera e se havia falta de médicos. Segundo apurado, das 0h às 10h50, foram atendidos 123 pacientes com o quadro completo de médicos, sendo que às 11h chegou a zerar os pacientes para consulta médica. Secom/Sorocaba(06/11/18)

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