Falta de chuvas significativas preocupa Saae e prejudica mananciais

01/11/2019

A falta de chuvas constantes e significativas registrada em Sorocaba nas últimas semanas está refletindo diretamente no nível das represas que abastecem a cidade. Se de um lado a represa de Itupararanga – responsável por cerca de 85% de toda água bruta que depois de tratada é distribuída à população, ainda tem conseguido manter num nível considerado seguro, de outro, as represas da Castelinho e Ipaneminha – que atendem a região do Éden, estão bastante próximas de entrar em colapso. O monitoramento da ocorrência de chuvas na cidade feito pelo Serviço Autônomo de Águas e Esgoto (Saae) de Sorocaba revela que a última chuva volumosa registrada na cidade aconteceu no início de julho, portanto, há três meses. De lá para cá, agosto e outubro foram os piores meses em termos de chuvas. 

“Tão preocupante quanto essa falta de chuvas capazes de recuperar os nossos mananciais tem sido a onda de calor extremo que faz com que o consumo dispare e atinja patamares preocupantes”, alerta o diretor geral do Saae, Mauri Pongitor. “Não estamos conseguindo a reposição da água bruta nas represas e o consumo, por conta do calor intenso, tem sido crescente. E os reflexos já são sentidos pela população, principalmente a que mora nas regiões mais altas”, reconhece. O diretor da autarquia entende que tem havido o excesso de consumo e consequente desperdício por parte de algumas pessoas já que, segundo garante, o sistema não está produzindo menos água tratada. “O que há é excesso de consumo mesmo”, reafirma Pongitor. Secom/Sorocaba

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